XVIII Domingo do Tempo Comum - 02 de agosto de 2020

agosto 02, 2020

 

XVIII Domingo

 

Leitura: Isaías 55, 1-3

Salmo Responsorial Sl 144 – Vós abris a vossa mão e saciais os vossos filhos

Leitura: Romanos 8, 35.37-39

Evangelho: Mateus 14, 13-21

 

Neste 18º domingo do Tempo Comum, a liturgia nos propõe um olhar atento sobre a fome e as necessidades. Tanto essa fome material quanto a fome espiritual.

No Evangelho temos a chamada multiplicação dos pães ou partilha dos pães, como alguns preferem chamar. Jesus se encontra no deserto e uma multidão está atrás dele. Ele sente compaixão por aquele povo, pois está doente e faminto, por isso correm atrás de Jesus. O deserto é o lugar propício para o encontro com Deus, Israel sempre presenciou a força de Deus no deserto. Essa passagem nos recorda o Êxodo, quando Deus alimenta o povo com o Maná. Agora Jesus é o novo Moisés, Ele que irá sustentar o povo, dando de comer e curando suas feridas.

No entanto Jesus também chama a atenção dos seus discípulos: “Dai-lhes vós mesmos de comer!”. Essa é uma ordem direta do Senhor, é preciso que os seus discípulos alimentem a multidão faminta: faminta de amor, de paz, de justiça, de pão, de Deus. Todo aquele que se torna discípulo de Jesus assumi a missão Dele e consequentemente se torna responsável pelas necessidades de seus irmãos. A comunidade cristã deve sempre buscar Deus em seus momentos de deserto, mas ali, na dificuldade, irá presenciar a força de Cristo e com essa força ser capaz de mudar as realidades tristes e opressoras do nosso mundo.

Paulo, na carta aos romanos, afirma que o amor de Deus é tão forte que nada é capaz de nos afastar Dele. Isso porque o amor de Deus é sempre dom, é graça, não precisamos pagar por ele, não depende de nosso mérito ou de nosso esforço. O Amor de Deus é infinitamente graça para todos, pois Cristo chama todos à vida. E é nesse amor que a comunidade cristã deve se envolver e se fortalecer, buscando vivenciar a força do Espírito na sociedade, lutando pelos irmãos desfavorecidos, conduzindo a humanidade pelo deserto, afim de que todos saibam quem é Deus e possam se alimentar do banquete de Deus preparou para todos nós. Isaías, na primeira leitura chama todos para esse banquete.

Somos todos exilados, peregrinos em direção ao Reino dos Céus, mas esse reino começa aqui no meio de nós. Por isso Jesus alimenta aquela multidão na hora, não espera que eles voltem para casa, ali mesmo Jesus multiplica os pães e dá de comer ao Seu povo. O milagre de Jesus é fonte de graça para nós, pois nos inspiramos Nele para fazermos nosso milagre, o milagre da partilha. Quando nos reunimos somos capazes de repetir o gesto de Jesus: dar de comer a todos que têm fome, partilhando o que temos, mostramos assim a força que o amor de Deus tem e a fartura que há na Sua graça.

Nesse tempo de pandemia, somos convocados a sermos pilares da esperança. Quem nos separará do amor de Cristo? Nada! Nada é capaz de nos separar, pois Jesus nos salvou para a eternidade. Vivamos essa salvação com consciência, ao lado daqueles que ainda não conhecem a Cristo, mas que têm sede e fome Dele!

 

 

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